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O Frevilhar da Panela!

 

A fala emudece, o rosto endurece.
Engole em seco para não explodir.
Engasgado fica, diante do soco que parece ser.
Socado está a perturbar,
A borbulhar, pronto para explodir.
Explodir para fora ou para dentro.
Fecha a tampa da panela para segurar.
A panela está a fervilhar.
Um coquetel de sentimentos a fermentar:
Raiva, dor, humilhação, medo, frustração;
Misturados estão, na panela de pressão.
Raiva contida, escondida,
Anos a fio, a trilhar, a remendar, a enferrujar.
A contaminar o ser, que não poder ser,
Que não tem coragem de simplesmente ser.
O que deseja ser.
O medo paralisa a ação.
Robustece a panela de pressão.
Quantas panelas que estão a fervilhar,
Na ciranda da vida, quantas falas emudecidas.
Para conflitos evitar.
O foco é sempre o outro,
Porque tem medo do outro, ou para o outro poupar,
Para o outro não machucar.

 

 

 

 

Neste processo de o outro proteger;
O ser decresce, o ser desaparece,
Nas borbulhas da panela de pressão.

Para a panela não estourar,
O ser deve no foco ficar.
Seus desejos priorizar.
Para a panela esvaziar:
O medo enfrentar,
A raiva vomitar,
A humilhação resgatar,
A dor elaborar,
A frustração superar,
Novas metas estipular.
Deixar o amor por si próprio aflorar.
Em si mesmo acreditar.
A Alegria buscar,
Para ser, o ser que deseja ser.

Autoria, produção e publicação
Claudete de Morais

Psicóloga- CRP/12/01167

Direitos Autorais Reservados.

Proibida Reprodução.

 

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