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Veja a matéria do Jornal Página 3, com a participação de

Claudete de Morais

 

Fobia: Qual o tamanho

do seu medo

 

Você tem medo de quê? Poderia enumerar aqui uma extensa lista de medos que todos nós mortais sentimos. Medo de dentista, de altura, de agulha, da morte, da solidão, medo de sofrer, e outros tantos que poderiam preencher uma página inteira. Até aí tudo bem, é da natureza do ser humano sentir algum tipo de medo e isso começa lá na infância, dizem os especialistas, naturalmente deve passar com o tempo, com a mudança de percepção das crianças em relação ao mundo, como por exemplo o clássico medo de escuro que é unanimidade entre os pequenos e tende a desaparecer quando estes entendem que não há nada o que temer com o escuro do quarto na hora de dormir.

 

A questão é quando o medo ultrapassa as barreiras do normal e de tão forte que se torna, passa a prejudicar a vida do indivíduo. A esse medo, dá-se o nome de fobia. Freud, o pai da psicanálise, descobriu um estreito vínculo da fobia com a angústia e renomeou-a como histeria de angústia, dedicando à fobia um de seus relatos clínicos mais famosos, o caso do "pequeno Hans", um menino de 5 anos que tinha medo de cavalos. Freud considerava o transtorno fóbico como consequência de conflitos centralizados em uma situação edípica infantil não resolvida.

Os profissionais da área afirmam que atrás da fobia se esconde um cenário que fala de conteúdos referentes aos desejos reprimidos da sexualidadeinfantil e ao perigo ou ameaça de castigo.

 
 

 

 

 

 

 

 Mesmo ela manifestada na adolescência ou na idade adulta, tem uma estreita relação com a infância, ou seja, a infância é o momento em que o ser humano desenvolve a censura (supe­rego), aquilo que posso ou não posso. Devido a esta censura, muitas vezes o objeto desejado passa a ser temido. Neste momento estes conflitos inter­nos passam a ser geradores de angústias. Na maioria dos casos de fobia, o objeto externo temido é um pretexto equivocadamente interpretado como o que "causa" a angústia, mas a razão desta são conflitos derivados da realidade interna e inconsciente e não acontecimentos externos.

 

A fobia clássica é mais frequente na vida adulta, diz a psicóloga Lorene Moreira Heusi. Ela lembra que o ser humano nasce e se desenvolve num mundo cheio de perigos para os quais não está preparado e que na infância o medo é um sentimento presente no desenvolvimento e habitualmente indica a procedência externa do perigo. "As crianças estão sofrendo uma carga de estresse muito grande, seja em razão da pressa constante dos pais, da preocupação excessiva com a segurança, do índice absurdo de violência na televisão e do excesso de estímulos visuais e auditivos. Por outro lado, durante o desenvolvimento emocional, a criança vivência conflitos e situações internas e inconscientes, que percebe como perigosas e às quais responde com angústia", diz Lorene.

 

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