Games, net, tevê: os passatempos de hoje?

O videogame, internet e desenhos animados que passam na televisão, fazem parte do universo infantil, porém, é preciso ter regras e limites com essas tecnologias de hoje.
Para a Psicóloga Graziele de Moraes Wippel, especialista no atendimento de crianças e adolescentes, a internet pode ser uma ferramenta usada a favor da criança, mais com parcimônia e com o acompanhamento de um adulto, mesmo quando os filhos são adolescentes. O diálogo entre pais e filhos é muito importante.
Existe um lado positivo dos games usados na internet e no videogame, que são os jogos que estimulam a memória, criatividade, atenção e percepção. Uma hora de jogo por dia, é uma boa medida para se adotar, sempre dividindo o tempo com as outras atividades e obrigações que a criança e o adolescente têm, como os estudos. Nos finais de semana pode aumentar o tempo para duas horas. ”E nunca voltar atrás do que foi combinado com a criança. Se ela quer jogar mais, os pais precisam conversar e explicar para a criança o tempo que foi estipulado, sem gritar/brigar com ela. A criança acaba entrando em conflito quando os pais falam uma coisa e depois outra, por isso é importante os pais conversarem antes para chegarem a um acordo”.
Os velhos desenhos animados continuam sendo a sensação para a garotada. Mas não só eles. É comum nas rodinhas de crianças e pré-adolescentes escutar as notícias quem passam no jornal, na novela ou naquele programa quem é interessante para os pais e não para os filhos.
A dica da Psicóloga Graziele é apostar nos programas educativos. “É importante que algum responsável fique perto para vê o que a criança está assistindo, pois muitas vezes a criança tem a autonomia do controle remoto da televisão e passa horas assistindo um programa que não é condizente a sua idade. Se a criança estiver assistindo algo que ela não entende e perguntar para os pais o que significa aquela cena da novela, por exemplo, os pais precisam explicar para essa criança e reforçar que esse tipo de programa não é para criança. Voltamos à velha questão de estabelecer regras e limites, mais muitos pais ainda não conseguem”, encerrou a psicóloga.

Entrevista concedida ao Jornal Página 3 - Escrito por Graziele de Moraes Wippel
 

 

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